Ilegal, a vida não espera

De um lado, uma menina de 5 anos com uma forma de epilepsia rara, grave e sem cura. Do outro, uma substância derivada da maconha que acaba com as convulsões da criança. Entre as duas, uma lei que torna o tratamento impossível. A luta de uma mãe para garantir à sua filha o direito à saúde, e como seu exemplo deu origem a um movimento nacional pela legalização da cannabis medicinal.

O filme suscita o debate sobre o uso da maconha para fins medicinais, abordando histórias de pais que lutam contra o preconceito e a burocracia para poderem trazer para o Brasil os remédios que ajudam a aplacar as suas dores crônicas ou as crises epilépticas de seus filhos.

O que “Ilegal: A Vida Não Espera” nos mostra é que a luta desses pais é muito maior por causa da desinformação que acompanha o uso da maconha medicinal. Se introduzir um tema como legalização da maconha já é um tabu enorme no Brasil, imagine, então, tentar falar sobre o lado positivo do uso da maconha para portadores de epilepsia crônica, de esclerose múltipla, de câncer, de fibromialgia, dentre outras condições clínicas?

O documentário fala sobre dignidade humana e poder oferecer uma qualidade de vida melhor para pessoas que têm que conviver, diariamente, com situações as mais complicadas possíveis.