Problema ou desafio?

Como já dito pelo filósofo Indiano Osho “o primeiro passo rumo ao entendimento é questionar e duvidar de tudo o que fomos ensinados a acreditar”. Isto porque todos os nossos conceitos fundamentam-se na educação que recebemos, nas nossas experiências ao longo da vida e, talvez, e mais importante, nas histórias que ouvimos.

E a grande história que nós, seres humanos, passaremos a vida inteira ouvindo chama-se ‘ciência’. E através da ciência que percebemos nossa realidade, nossa relação com o Universo e, claro, nossa saúde.

Mas nossa ciência, pelo menos a que conhecemos, como cultura ocidental, é bem jovem, não passando de quatrocentos anos. Até hoje vivemos em um mundo de leis bem definidas pelo físico Isaac Newton, no qual tudo que não possa ser provado por ensaios científicos replicáveis acaba por ser deixado de lado, colocado então na esfera mística ou religiosa.

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E quando colocamos nossa saúde dentro desta perspectiva acabamos por interpretar como ‘problemas’ todas as desordens físicas e mentais a que estamos sujeitos, adicionando todos os aspectos negativos inerentes ao que chamamos de ‘doença’.

Com isto damos início a limitações ligadas ao fato de não termos aprendido que nosso corpo tem uma enorme capacidade de regeneração, regulação e cura, conceito este presente na milenar medicina chinesa, mas que, claro, faz parte de uma outra forma de perceber o ser humano.

Estamos em uma era onde precisamos começar a ‘ver’, ou quem sabe rever, o mundo de uma forma diferente, tentando entender que um problema de saúde pode não passar de um ‘desafio’.

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Ter a capacidade de ver o lado bom de um problema, ou doença, é reconhecer que podemos transformar o negativo em positivo, a escuridão em luz, a água em vinho, a doença em saúde.

Infelizmente a constante dualidade que faz parte da realidade de nossas vidas não nos permite reconhecer o “problema” como ferramenta de transformação, crescimento e evolução, através do exercício de “criar” soluções frente aos desafios enfrentados.

Quem sabe um dia consigamos ver, realmente, que todos os nossos problemas não passam de um conceito distorcido de uma realidade distorcida, que nós mesmos, humanos, criamos. Separamos toda a energia da criação em bem e mal, bom e ruim, saúde e doença, ganho e perda, e com isso criamos ‘problemas’.