Cada um tem a doença que pode ter

Desde que a Organização Mundial de Saúde foi criada, em 1945, que tentar definir o conceito de saúde tem sido tarefa árdua, tanto que várias já foram as tentativas, indo desde a simples “ausência de doença” até a mais atual: “o completo estado de bem-estar físico, mental e social”.

Mas se não conseguimos definir saúde será que podemos definir ou entender o que seria “doença”?

Infelizmente fazemos parte de uma cultura onde a doença é sempre associada às qualidades negativas. Na medicina ocidental iremos, inclusive, (e quase sempre) “tentar” identificar o agente causador (seja um parasita, vírus, bactéria ou anomalia genética) tentando então erradicá-lo. Quase nunca buscamos entender qual a real representação deste estado.

Para o budismo todas as doenças têm um significado em nossas vidas e o sofrimento pode ser utilizado para nosso crescimento, levando-nos, cada vez mais, ao caminho da compaixão. Eles nos ensinam que nossa mente é capaz de gerar energia e esta influenciar a matéria. Desta forma somos capazes de gerar a doença, assim como proporcionar o estado de saúde.

doenca-que-pode2

Segundo a pesquisadora americana Terry Clifford, uma das maiores estudiosas da Medicina Tibetana, existe apenas uma real causa de todas as doenças: “nossa falta de conhecimento em reconhecer o significado de estarmos vivenciando o estado doente”.

Na cultura Hindu absolutamente tudo, inclusive a doença, que vivenciamos faz parte desta grande experiência que é estarmos vivos. E dentro deste fluxo de energia, que chamamos de vida, passaremos por ciclos, ou pólos, em que teremos momentos ditos “saudáveis” e momentos “doentes”.

Mas será em nossos momentos de doença que poderemos colocar em prática tudo aquilo que nos foi ensinado em relação a como vemos a vida.

Como trabalhar nossos medos, assumir o controle da nossa doença (ou seja, da vida), tomar decisões a respeito do que seria melhor para cada um de nós, entender o significado da dor física e, mais importante, como superá-la.

Aliás, superação talvez seja uma das poucas qualidades que não podemos ensinar ao próximo, tampouco podemos aprender com os outros, temos que adquiri-la.

doenca-que-pode3

Portanto, dentro deste ponto de vista, a doença será sempre uma grande ferramenta de evolução, seja ela física ou espiritual, não podendo ser vista como algo negativo.

E mesmo quando você estiver diante de uma doença considerada grave, incurável ou terminal, lembre-se que o Universo (ou Deus) “nunca” lhe dará um exercício o qual você não tenha capacidade de resolver.

Cabe a nós nos livrarmos dos aspectos negativos atrelados ao “estado doente” mudando nossa percepção e buscando simplesmente completar mais esta tarefa da vida,afinal cada um tem a doença que “pode ter”.