Celulares e poluição eletromagnética: qual o real problema?

Eles foram inventados na década de quarenta, mas foi apenas a partir dos anos noventa que as primeiras unidades desta maravilha da vida moderna chegaram às nossas vidas. Não demorou muito para que um artigo de luxo viesse a se tornar popular e acessível.

Mas da mesma forma que crescia seu uso especulava-se sobre os possíveis efeitos nocivos em relação à saúde. Inúmeros trabalhos, financiados pela própria indústria de telefonia móvel, mostravam a incapacidade de promover danos ao organismo humano, enquanto outros discordavam destas conclusões.

Para o pesquisador e professor Dr Lennart Hardell, da Universidade de Orebro, Suécia, estudos independentes sempre confirmaram o potencial efeito nocivo destes aparelhos, o que vem sendo ratificado nos últimos anos por inúmeros outros trabalhos.

Em estudo publicado em 2009 comprovou-se que o uso de celulares por mais de dez anos aumenta o risco de desenvolvimento de tumores cerebrais em pelo menos 10% a 30%. Quando o uso ocorre por menores de vinte anos de idade as chances aumentam em cinco vezes.

Mas seriam os celulares o grande problema? Não estaríamos sujeitos a outra forma de poluição invisível e desconhecida pela maior parte da comunidade médica e científica?

Infelizmente foi no inicio do século passado que nossa maior fonte de poluição eletromagnética deu início, através da transmissão de energia elétrica para as cidades.

Quando uma corrente elétrica percorre um cabo para chegar ao seu destino cria-se um campo eletromagnético, que dissipa energia ao longo de seu trajeto. A forma caótica, digamos assim, de como nossa energia elétrica é transportada e armazenada permite que um rastro de poluição invisível seja criado.

Estima-se que o real aproveitamento da energia elétrica gerada por uma fonte não ultrapasse 10%, ficando o restante perdido no meio em que vivemos.

Segundo o médico e pesquisador americano Dr Robert Becker as células do corpo humano se comunicam através de partículas de energia conhecidas por “biofótons”, que representam frações quânticas de radiação eletromagnética.

Ao interagirmos com os campos eletromagnéticos gerados por esta poluição ambiental sofremos interferência no funcionamento de nossos órgãos e sistemas, gerando doenças que muitas vezes não conseguimos identificar a causa. Entre elas podemos destacar as alergias, doenças auto-imunes, fadiga, perda de memória, depressão, ansiedade, insônia, osteoporose, degenerações neurológicas e câncer.

A verdade é que estamos expostos a um inimigo bem mais antigo do que os aparelhos celulares, mas que só a partir do momento em que pegamos um destes campos, criado pelas baterias dos aparelhos, e os colocamos em contato com nossas cabeças, é que a comunidade científica passou a analisar de perto seus efeitos.

Neste caso aparelhos de telefone sem fio também são nocivos, da mesma forma que qualquer equipamento que seja eletricamente carregado e posto em contato com o corpo humano. Dormir próximo a estes aparelhos, mesmo que desligados, não impede a exposição, já que a energia elétrica armazenada está sendo perdida.

Como se proteger:

celulares e poluicao2

- Falar o mínimo possível em celulares e telefones sem fio, valorizando os antigos telefones com fio.
- Evitar usar o celular em carros e ambientes fechados.
- Evite usar quando não houver bom sinal.

- Retire das tomadas os aparelhos elétricos na hora de dormir e nunca durma com o celular próximo ao corpo, mesmo que desligado. O ideal seria dormir com o celular fora do quarto e, se necessário, usar um despertador a pilha e não o celular como despertador.
- Nunca durma com o celular em baixo do travesseiro.
- Evitar colocar aparelhos elétricos, como os notebooks, em contato com o corpo.
- Tentar reduzir o uso de secadores, chuveiros e barbeadores elétricos.
- Evite ao máximo o uso dos celulares por crianças.

Crianças: um alerta importante!

celulares e poluicao1

Infelizmente os primeiros estudos mostrando os efeitos nocivos dos campos eletromagnéticos foram publicados em 1979 por pesquisadores da Universidade de Denver, Estados Unidos, observando o aumento da incidência de câncer em crianças que residiam próximo a torres de transmissão de energia elétrica. Em 1986 pesquisadores da Universidade da Carolina do Norte confirmaram os achados. Lembremos que os celulares ainda nem haviam chegado ao mercado. Campos eletromagnéticos alteram o DNA e o desenvolvimento de células cerebrais, o que justificaria aos pais não permitirem seu uso por crianças. Sabemos que a tarefa não é fácil, mas autores já alertam para o futuro da saúde desta nova geração, onde projeções apontam que a expectativa média de vida da população poderá entrar em declínio, como resultado do aumento da incidência de doenças degenerativas. Basta olharmos para o presente momento e constatar o surgimento de doenças antes comuns a idades mais avançadas acometendo jovens. Vale a pena refletir e lembrar que a geração anos setenta cresceu, aprendeu e evoluiu, sem o uso de tais aparelhos.