Como vencer a guerra contra o câncer?

No dia 04 de dezembro de 1970, o presidente dos Estados Unidos Richard Nixon declarava o que ficou conhecido como a “guerra contra o câncer”. Através de ações visando conter o crescimento do número de mortes relacionadas à doença toda a comunidade médica e científica voltou sua atenção a tratamentos e medidas diagnósticas relacionadas ao câncer.

Passados quarenta e cinco anos o que podemos constatar é que esta “guerra” está longe de ter um fim. Segundo dados americanos os casos de morte como consequência do câncer caíram apenas 1,8% para os homens e 1,4% para as mulheres, mas a incidência da doença continua a subir, segundo dados publicados no jornal Washington Times em 2013.

Segundo publicação do Jornal Britânico do Câncer, em fevereiro deste ano, 50% da população irá desenvolver a doença no Reino Unido, afirmam pesquisadores.

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Para o Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva, o INCA, a doença é um problema de saúde pública mundial, tendo crescido 20% na última década, e estima-se vinte e sete milhões de novos casos até 2030. No Brasil foram mais de quinhentos mil novos casos somente no ano passado.

Não temos dúvidas de que ao longo deste tempo a evolução dos métodos diagnósticos permitiu a detecção precoce da doença, novas drogas surgiram e novas tecnologias de tratamento envolvendo energia começam a chegar ao mercado mas, infelizmente, ao avaliarmos os números pouquíssimos são aqueles que conseguem sobreviver a mais de cinco anos de “batalha”.

Em estudo que envolveu quase 250 mil pacientes tratados nos melhores centros de referência em cancerologia, a quimioterapia isolada contribuiu, nos Estados Unidos, em somente 2.1% e na Austrália em apenas 2,3% para o aumento da sobrevida de 5 anos nos vinte e dois tumores sólidos mais frequentes dos adultos.

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A credibilidade no estudo aumenta porque os dados foram publicados em revistas científicas médicas de excelente nível e o mais importante é que foram afastados os pacientes que não apresentavam condições de sobreviver cinco anos, sendo a indicação curativa e não paliativa.

Será que em algum momento tomamos o caminho errado? Será que assim como a guerra inciada em 1928 contra as bactérias, com a descoberta da penicilina, e que nesses 87 anos de combate estes “super resistentes seres microscópicos” também parecem estar vencendo nossa inteligente superioridade?

Talvez nossa desvantagem seja que, como médicos ou pesquisadores, não fomos treinados a lutar. Atacamos nossos inimigos, sejam eles as bactérias ou “nossas próprias células” cancerígenas, sem antes entendê-los.

“Célula cancerosa é célula doente e não maligna”

Prof Dr José de Felipe de Junior

Curando o incurável

Já foi o tempo em que podíamos dizer que certas doenças tinham um comportamento familiar. Há algumas décadas alguns poderiam dizer terem tido sorte de não terem a genética ligada ao “câncer”, enquanto famílias vivenciavam a batalha que envolve uma das mais temidas doenças.

Mas com o passar do tempo o cenário mudou, tanto a incidência como o acometimento precoce aumentaram e, praticamente, todos nós tivemos a experiência de acompanhar o ente querido “perder” esta guerra.

Após dez anos de uma brilhante pesquisa envolvendo dados estatísticos, entrevistas com sobreviventes, médicos e terapeutas, a autora e especialista em oncologia integrativa Kelly Turner apresentou o resultado de seu trabalho com mais de mil casos de remissão espontânea do câncer: “Remissão Radical, Editora Alaúde”

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Segundo a autora, se queremos vencer a guerra contra o câncer o mais lógico é conversar com quem já saiu vitorioso dela, defende Kelly. E foi analisando os dados colhidos e aplicando métodos de pesquisa qualitativa que a autora identificou mais de setenta e sete fatores físicos, emocionais e espirituais poderiam ter sido decisivos na remissão radical destes pacientes.

Ao final do estudo Kelly chegou à nove fatores-chaves identificados nos mais de mil pacientes estudados, chegando à conclusão que estes fatores existiam em 100% dos pacientes curados de câncer. São eles:

• A mudança radical na alimentação

• Assumir o controle da própria saúde

• Ouvir e seguir a intuição

• O consumo de ervas e suplementos

• Liberar sentimentos reprimidos

• Alimentar emoções positivas

• Ser receptivo ao apoio social

• Aprofundar a ligação espiritual

• Ter fortes razões para viver

Entendo a remissão radical:

Chamamos de “remissão radical” qualquer quadro de câncer onde a remissão seja estatisticamente inesperada. Nesse caso o câncer desaparece sem que a pessoa recorra a um tratamento convencional.

Em outra situação o paciente recorre aos tratamentos convencionais mas o câncer não entra em remissão, buscando então métodos considerados alternativos, e a remissão acontece.

Não menos comum o paciente tenta sobreviver a um prognóstico estatisticamente terrível, opta por recorrer à medicina convencional aliada ao tratamento alternativo, e a remissão se dá.