Epigenética: A Biologia do Pensamento

Há muito tempo o homem descobriu que toda a nossa vida é programada por uma sequência de códigos determinada, são os chamados “genes”. Características como sexo, altura, tipo e cor dor olhos, dos cabelos, raça, os mais variados aspectos da aparência, e, até mesmo, predisposição a determinadas doenças são atribuídas ao nosso código genético. É como se em cada célula, dentro do núcleo, região onde estão nossos genes, existisse um centro controlador determinante do que poderia ser realizado ao longo de nossas vidas. Por muitas vezes repetimos a frase: “é a minha genética!”. É como se estivéssemos diante de algo totalmente imutável, dando a impressão de que esse código estivesse lacrado em nossas, aproximadamente, cinquenta trilhões de células.

Em 1952 o British Medical Journal publicou um trabalho onde, através da hipnose, o Dr. Albert Mason tratou e curou um jovem de quinze anos de idade com um quadro de ictiose congênita. O caso chamou a atenção da classe científica que, até então, não dispunha de cura pra a grave doença. Da experiência, surgiu a dúvida: seria realmente possível que o poder da mente fosse capaz de superar uma programação genética?

No final da década de 80 inciou-se o conhecido “Projeto Genoma”. Pesquisadores do mundo todo se uniram com um objetivo único: mapear e catalogar todos os genes presentes no organismo humano. Enquanto esse projeto avançava, outro grupo de cientistas iniciava um novo campo dentro da biologia, que viria a ser chamado de Epigenética. Segundo os pesquisadores Praz e Silverman (2004), epigenética significa “controle acima dos genes”. O entendimento deste novo estudo é de que não estamos presos ao nosso destino genético. O “pensamento”, ou seja, a energia presente e irradiada pelo nosso cérebro pode, diretamente, influenciar e controlar a fisiologia do nosso corpo. Isso explica como podemos ativar ou inibir funções celulares, ou produção de proteínas, pelos mecanismos de construção ou destruição.

biologia-do-pensamento2

A ciência da epigenética baseia-se na descoberta de que nossos genes recebem informações do meio externo, e, através dessas informações é que passam a desenvolver suas funções. Hoje já é possível entender nossas células de outra forma. Anteriormente, o núcleo era considerado o cérebro de cada célula, e, representando seu comando central, tínhamos o código genético. Já as pesquisas atuais têm revelado que a seqüência de proteínas, geradas por nosso DNA e RNA sofrem influência direta e constante do meio ambiente, inclusive, do que chamamos de “pensamento”, que chegam até o núcleo celular, através da membrana das células.

Os conhecimentos dessa área não param de surpreender até os estudiosos mais céticos. Milhares de pesquisadores parecem encarar a física quântica e suas possibilidades como uma verdadeira ciência extremamente racional, pois explicaria cientificamente fenômenos antes tidos como metafísicos, antes não observados pela medicina, biologia e física tradicionais. A energia passou a ser vista como uma forma de poder preponderante, ou seja, com grande influência sobre a matéria. A partir de tais descobertas estamos certos de que o a nossa saúde física está diretamente ligada ao nosso bem estar mental, atendendo às nossas boas vibrações.

Sem sombra de dúvidas estamos diante de mais um fascinante, e complexo, campo. Mas assim como evoluímos aprendendo que microorganismos até então desconhecidos seriam capazes de produzir doenças, substâncias químicas controlam nosso funcionamento e células antes tidas como incapazes de se reproduzir assim podem, procurar descobrir a harmonia entre meio ambiente e nosso corpo, com certeza contribuirá para uma melhor vida a todos nós.

Para ler mais:

Somos vítimas da Genética

A biologia da crença