Feromônios: algo está no ar

A palavra feromônio teve origem na linguagem grega, significando féro (de transportar ou transferir) e órmon (de excitar). Correspondem a substâncias similares a hormônios, mas que agem não dentro dos organismos onde foram produzidos, e sim fora deles, entre seres da mesma espécie. Por anos cientistas vem pesquisando essas intrigantes substâncias responsáveis pelo acasalamento e reprodução de animais, e, recentemente compreenderam ainda mais a sua importância na vida dos seres humanos.

Constantemente emitimos feromônios através de nossa pele para nos comunicar, proteger, reconhecer e conectar-nos uns aos outros. Seriam os feromônios os responsáveis por explicar porque nos sentimos mais confortáveis com algumas pessoas e virtualmente repelidos por outras. Em termos básicos também poderíamos dizer que feromônios, ou a sua falta, influenciam how we fell about ourselves. E claro, feromônios também influenciam tanto na frequência da prática de sexo como na escolha do parceiro.

Em 1984 fisiologistas da universidade de Utah, Estados Unidos, após avaliar cerca de quatrocentos pacientes, chegaram a conclusão de que um minúsculo órgão localizado no nariz e denominado de vomeronasal, ou VNO, era o real responsável pela captação e transmissão ao sistema límbico as mensagens enviadas pelos feromônio. Até pouco tempo o VNO era considerado um importante órgão em animais, porém apenas um vestígio de órgão nos humanos.

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Um dos pesquisadores, Dr David Berliner, explica que o VNO raramente é visualizado a olho nú, já que, em média, seu tamanho varia de 0,1 a 2mm. Mas é esse minúsculo órgão que capta os feromônios transmitindo-os ao cérebro em frações de segundos, o que desenvolve uma resposta de nosso organismo, sem que para isso tenhamos consciência.

Moléculas de feromônios são eliminadas no ar pelo nosso organismo durante as vinte e quatro horas do dia, e possuem correlação direta com a produção de hormônios esteroides. Estudos mostram que mulheres em fase folicular eliminam maior quantidade dos feromônios, com o objetivo de atrair o seu parceiro. O pesquisador Dr Jan Havlicek, da Universidade Charles, em Praga, ressalta que homens sentem-se mais atraídos por mulheres em períodos férteis, e repelidos quando as mesmas não estão nesta fase. Segundo Dr Havlicek, mesmo em períodos férteis, se a mulher não estiver preparada para a concepção a liberação de feromônios é diminuída, reduzindo o estimulo ao sexo oposto.

A liberação dessa poderosíssima substância está associada a uma melhor vida sexual ativa, maior número de relacionamentos românticos, aumento da auto-confiança, relacionamentos mais prolongados, melhora da sensação de bem estar e até mesmo em um melhor relacionamento social.

Importante ressaltarmos que, por se tratar de substância liberada pela nossa pele vários fatores podem interferir em seu mecanismo de ação, como é o caso de antitranspirantes, perfumes, contraceptivos, deficiências hormonais, e até mesmo determinados alimentos. Em um estudo envolvendo homens divididos em dois grupos, onde um era consumidor de carne vermelha e o outro não, mulheres demonstraram-se mais atraídas pelo grupo dos homens que não consumia carne vermelha.