Óleo de Coco e Alzheimer

Assim como as castanhas, o abacate, açaí, azeite e várias outras gorduras o óleo de coco ficou, durante anos, na mesma lista dos alimentos a serem evitados por serem considerados calóricos e, portanto, ameaçadores do controle de peso.

Levar em conta apenas as calorias do alimento, e não a sua qualidade nutricional, fez, e ainda faz, com que muitos profissionais e leigos evitem o consumo do que poderia ser mais benéfico do que imaginado.

Em um importante estudo publicado no jornal Neurobiology of Aging2004 observou-se que o consumo de triglicerídeos de cadeia média, a principal gordura encontrada no óleo de coco, resultou em melhora quase que imediata da função cognitiva de pacientes idosos com perda de memória.

A dose utilizada, de quarenta mililitros, faria qualquer vigilante do peso sair correndo, já que corresponde a uma considerável quantidade de calorias. Mas o efeito benéfico é o resultado da conversão da gordura do óleo do coco em um composto conhecido como beta-hidroxibutirato, que tem seus níveis aumentados no cérebro cerca de noventa minutos após a ingestão.

Pesquisadores da Universidade de Harvard, como o médico George F. Cahill afirmam que o beta-hidroxibutirato funciona não apenas como um super combustível, mas também exerce efeito protetor contra as toxinas que afetam o cérebro e levam a quadros como o Parkinson e o Alzheimer.

Até o momento acreditava-se que o açúcar poderia ser a principal fonte de energia do cérebro, mas pesquisas tem demonstrado que, com o tempo, os processos de oxidação do açúcar para a produção e energia geram resíduos que comprometem a estrutura e o funcionamento do órgão.

Neste caso, e para a surpresa de muitos, as cetonas, componentes resultantes do metabolismo das gorduras, funcionam como a melhor fonte de energia. Claro que aqui nos referimos às boas gorduras.

No livro Dieta da Mente, o neurologista americano Dr David Perlmutter explica como o glúten e os açúcares funcionam como verdadeiros assassinos silenciosos do cérebro, explicando ainda que alterações de comportamento como depressão, ansiedade, déficit de atenção e hiperatividade surgem como consequência da ingestão de alimentos inadequados.

Da mesma forma como nosso organismo pode gerar um super combustível a partir das gorduras boas, o inverso é observado quando consumimos as gorduras nocivas: óleos vegetais como o de soja, canola e amendoim, gorduras trans e hidrogenadas resultam na produção de substâncias inflamatórias e tóxicas ao nosso cérebro.

Outra opção ao consumo do óleo de coco seria também o seu leite, que possui 25% de sua composição na forma de gorduras e, destas, 66% são os triglicerídeos de cadeia média.

oleo de Coco e Alzheimer

Outros benefícios do óleo de coco:

1. Estudos recentes tem demonstrado que o consumo de 30ml do óleo por dia resultaram em queima de gordura da região abdominal dentro de um período de um a três meses.

2. A combinação de spray de anis e óleo de coco mostrou ser mais eficaz em eliminar piolhos do que qualquer químico, sem efeitos adversos

3. Desde tempos antigos o óleo de coco é reconhecido pelo seu efeito cicatrizante, com capacidade de acelerar a recuperação de lesões na pele.

4. Efeito anti-inflamatório, podendo ser usado em quadros infecciosos como alternativa aos medicamentos

5. Efeito ainti-fúngico, sendo uma excelente forma de combater a Candida albicans, um dos fungos mais comuns

6. Melhora na produção de testosterona e redução de processos inflamatórios da próstata

7. Aumento da absorção de nutrientes, como por exemplo os carotenos.

Como escolher o seu óleo de coco

Desde a explosão na mídia a respeito dos benefícios do óleo de coco que muitos foram substituindo o óleo de canola e outros óleos de cozinha pelo óleo de coco.

Mas, infelizmente, nem todo óleo de coco pode ser considerado benéfico, podendo, inclusive apresentar riscos à saúde. Isto acontece porque nem todo óleo de coco é produzido de forma igual, embora ao fazermos uma busca nas prateleiras das lojas de suplementos ou nos mercados por uma marca de óleo de coco todas dirão que trata-se do referido óleo, e até mesmo os mais caros sejam“refinados”.

Existem várias maneiras de se produzir o óleo de coco. Para extraí-lo primeiro a carne passa por um processo de secagem, resultando no que chamamos de “copra”. Este processo pode ser feito colocando a carne exposta ao sol, defumando-a ou colocando-a em fornos de secagem. O produto resultante deste processo ainda não pode ser consumido, já que não é feito em condições adequadas de higiene, ou seja, impurezas contidas no copra serão liberadas posteriormente no óleo de coco.

como escolher seu oleo de coco2

Portanto o óleo de copra deve ser purificado, o que chamamos de refinamento. Uma vez refinado, passa por um processo de branqueamento para remover quaisquer impurezas remanescentes. Na sequencia ele é “desodorizado” sob alta temperatura o que assegura a remoção do seu gosto característico.

Hidróxido de sódio, mais conhecido como soda cáustica, é usado para quebrar os ácidos graxos para que o óleo de coco tenha uma vida útil mais longa. Alguns fabricantes s de óleo de coco extraem o óleo de copra com produtos químicos altamente tóxicos.

Determinadas empresas que se beneficiam do óleo de coco podem ainda levar o processo de refinamento a um estágio de hidrogenação total ou parcial, o que transforma o óleo de coco, uma gordura saturada, naturalmente, muito saudável, em uma gordura “trans”.

Por esses motivos, para obter a maioria dos seus benefícios, na hora de escolher uma marca de óleo de coco deveremos sempre procurar pelos considerados “virgem” ou “extra virgem” e orgânicos. Nestes casos o copra passa por uma secagem rápida, não superior a 48 horas, sendo, em seguida, extraído a frio, obtendo-se o óleo e o leite de coco. Em geral, a diferença de preço reflete a intensidade do trabalho envolvido na produção do óleo de coco.