Por que adoecemos?

Nascemos, nos desenvolvemos, envelhecemos e morremos. Ao longo deste longo trajeto da vida também adoecemos, alguns muitas vezes, outros poucas, de enfermidades leves ou debilitantes. Algumas correlacionadas aos maus tratos do organismo, mas muitas atribuídas às fatalidades, como se realmente fosse inevitável adoecer.

Mas assim como hoje sabemos que podemos modificar o processo de envelhecimento, ou seja, podemos não interromper, mas melhorar a forma como anteriormente achávamos que teríamos que ver os anos passar, será que também não seria possível evitar as doenças?

Para alguns autores adoecer não se trata de um evento ligado ao acaso. Quando entendemos a real causa das doenças ter saúde ou adoecer passa a ser uma escolha individual, onde diariamente estaríamos optando pelo caminho que nos levará a uma destas opções.

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Para o químico e autor americano Raymond Francis, do Instituto de Tecnologia de Massachussets, a medicina moderna falha em não avaliar as causas de todas as doenças a nível celular, focando apenas nos sinais e sintomas, usando medicamentos ou procedimentos que visam erradicá-los.

Mas foi a a partir de sua própria história, e através de uma doença sem diagnóstico, e por consequência sem tratamento preciso, que Raymond dedicou sua vida a pesquisar a origem das doenças no nível da menor unidade de vida de nosso corpo: a célula.

Segundo o autor poderíamos atribuir a causa de todas as doenças, excluindo os traumas, claro, ao mau funcionamento celular. Quando nossas células estão em perfeito funcionamento não existe doença. Vírus não se replicam, bactérias não proliferam, tecidos não inflamam, degenerações crônicas não existem, doenças autoimunes e câncer não podem ocorrer.

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A ideia é realmente simples e lógica. Somos formados pelo agrupamento de trilhões de células, que determinam a formação de tecidos, órgãos e sistemas. Se elas estão saudáveis o restante estará. Ao adoecermos significaria dizer que as células ligadas àquele tecido ou órgão foram as primeiras a sofrer, antes da doença se instalar.

Raymond explica ainda que dois são os fatores que fazem com que as células venham a adoecer: a falta de nutrientes e o excesso de substâncias tóxicas.

Mas uma vez a simplicidade rege a equação. Nossas células não podem funcionar na ausência de nutrientes essências, assim como não operam na presença de toxinas. Entender esta equação e colocá-la em prática é o que nos faz ser os responsáveis pela escolha entre doença e saúde.

Assim como o biólogo americano Bruce Lipton, que sempre usamos como referência, nos ensina que genética não comanda nossas vidas, já que temos o poder de modificar e recriar nossos genes, adoecer não é uma fatalidade e sim uma escolha!

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Os seis passos para a saúde!

Assim como na física dizemos que a escuridão é a ausência de luz, a doença também pode ser vista como a ausência da saúde. Até hoje a própria organização mundial de saúde ainda não conseguiu definir o seu real conceito, que já foi modificado várias vezes. Talvez por não ter tido a visão celular proposta por Raymond Francis. Dentro dela o autor propõe que nossa saúde estaria fundamentada em seis caminhos, que deveriam ser tidos como meta em nossas vidas:

1. Alimentação: a escolha do que comemos determinará a quantidade de nutrientes e toxinas nas células. Alimentos saudáveis irão trazer os elementos essenciais à vida, assim como aqueles repletos de químicos e derivados sintéticos as toxinas.

2. Toxinas: reconhecer que, infelizmente, vivemos em um planeta repleto de substâncias tóxicas é o primeiro passo para então entender como evitá-los e, eventualmente, removê-los do organismo.

3. O poder da mente: valorizar aquilo que foi, durante anos, separado da matéria. Nossas células respondem a energias geradas pela nossa mente, as positivas funcionarão como nutrientes e as negativas como verdadeiros venenos.

4. Atividade física: somos seres de movimento, de luz, e de liberdade. A prática de exercícios, assim como a exposição solar e o contato com a natureza são essenciais à nossa saúde.

5. Genética: entender como interferimos no funcionamento de nossos genes e não nos sentirmos vítimas de nossas heranças também representa um grande passo para nos afastarmos das doenças.

6. Medicamentos: avaliar o impacto que os remédios causam em nosso corpo, principalmente aqueles de uso crônico, assim como as associações de drogas que a partir de um ponto passam a intoxicar nossas células e não mais ajudar.

Dentro da visão de Raymond e ao final deste texto calculamos que você já tenha tido a impressão de que, embora trabalhoso, a ideia de não adoecer esteja mais próxima do que podemos sonhar.