Vocês estão perdidos?

Desde a chegada da internet em nossas casas, e posteriormente as nossas mãos, fomos inundados com um mundo de informação. Mas como toda moeda tem dois lados, este universo de múltiplas possibilidades fez muitos sentirem-se totalmente perdidos.

No famoso livro “Aventuras de Alice no país das maravilhas”, um trecho da conversa entre Alice e o Gato de Cheshire ilustra bem este conflito que vivemos atualmente.

“Poderia me dizer, por favor, que caminho devo tomar para ir embora daqui?”- perguntou a perdida Alice ao Gato.

“Depende bastante de para onde se quer ir”, respondeu o Gato.

“Não me importa muito para onde”, disse Alice.

“Então não importa que caminho tome”, disse o Gato.

“Contanto que eu chegue a algum lugar”, acrescentou Alice.

“Oh, isso você certamente vai conseguir”, afirmou o Gato, desde que ande bastante”.

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Com as modificações que passamos a acompanhar diariamente em nossas vidas e com este dilúvio de informações (isto sem falar no tempo que cada vez é mais escasso), saber que caminho tomar é a grande dúvida de muitos.

São sonhos, projetos, metas e conquistas, que constantemente nos fazem seguir um caminho. E quase sempre (e talvez por praticidade), seguimos o caminho dos outros, da conveniência, da comodidade ou do retorno material, acreditando que nossa felicidade estará em algum lugar nesta jornada.

Mas as probabilidades atuais são infinitas e, na mesma proporção, publicações, artigos, livros, sites, redes sociais e, claro, trabalhos científicos que só fazem aumentar as dúvidas a respeito do que viria a ser ‘verdade’. Quem estaria ‘certo’?

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Ouvir debates a respeito dos mais variados assuntos também pode não ser o melhor caminho para esclarecer suas dúvidas e, quem sabe, pode até aumentá-las. Isto porque ouviremos partes diferentes defendendo, com embasamento, opiniões diversas.

Na realidade quantos de nós conseguem parar para refletir a respeito de ‘aonde queremos chegar’?

Como seres humanos formamos sim uma espécie, mas somos únicos, com capacidades que nos permitem chegar ao lugar que quisermos, bastando para tal entendermos nosso propósito e objetivo. Qual a nossa missão – se é que ela existe – nesta vida? O que realmente vale a pela?

“Talvez” a mola propulsora da escolha de um caminho que se acredite ‘dar certo’ seria a busca da felicidade! Desde cedo somos ensinados a buscar a felicidade e até lutar por ela, mas, da mesma forma que ‘aprendemos’ que devemos ser felizes, aprendemos a seguir o caminho dos outros.

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Quantas vezes paramos para refletir se o caminho que estamos seguindo nos levará onde queremos chegar? Em que ponto desta estrada está a felicidade? O seria a felicidade?

De um ponto de vista ‘divino’ (não fazer com confusão com o conceito religioso) ‘existir’ é nossa maior felicidade. Fazer parte deste projeto da criação ‘é’ nosso maior presente. E existir é poder estar nesta estrada chamada vida, onde, independente das nossas escolhas, chegaremos a algum lugar.

Dentro deste mesmo ponto de vista, ‘criar’ é a nossa maior capacidade. Portanto não tenham de medo de experimentar novos caminhos, ideias, projetos ou conquistas, sabendo que a qualquer momento mudanças podem ser feitas, bastando para tal se permitir experimentar aquilo que seja o melhor para você, e não somente seguir um caminho já aberto por outros.